A identidade de um povo está nos seus diferentes elementos tradicionais. A língua, a culinária, as músicas, as histórias e tantas outras manifestações sustentam nossas crenças. Como dizia Albert Einstein, “além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos”. Diferente do tradicionalismo, a tradição é transmitida naturalmente, absorvida silenciosamente no escorrer do tempo. O cultivo da tradição comprova o apego do ser humano por hábitos e valores, sendo pouco ou freneticamente mutáveis. Abrem o baú das mais belas cores e movimentos da memória.Impressiono-me como a sétima arte não mede esforços para desdobrar-se no registro das tradições mutáveis. Além de querer manter eternizado o que é efêmero, é indescritível a segurança que essa arte propõe. Agora vem à minha mente o documentário premiado na segunda mostra capixaba de audiovisual – rural, No Tempo da Nona, produzido por jovens de Vargem Alta. A beleza do curta nos transPORTA para uma leve catarse, para o encontro das tradições semelhantes. Nesses elementos encontramos a arte, máquina do tempo que nos leva para o passado ou para o futuro. Como escrevia Goethe, “A beleza ideal está na simplicidade calma e serena”.
Alex Reblim - Professor na ADL
Alex Reblim - Professor na ADL
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