Nos dias 27 de novembro até o dia 05 de dezembro, no bairro São Vicente, Afonso Cláudio, estiveram reunidos 28 jovens e adolescentes do grupo de capoeira Bahia Capixaba no salão da igreja católica do bairro para sua primeira oficina de audiovisual. A oficina foi coordenado pelo NALagoa e aconteceu todas noites, no tempo de 4 horas por encontro.
Muitos dos adolescentes e jovens, selecionados pela coordenação do grupo de capoeira Bahia Capixaba, tiveram pela primeira vez contato com uma filmadora ou câmera fotográfica. Apenas uma participante do grupo havia assistindo até o momento um filme produzindo no estado do Espírito Santo.
Nesses dias o grupo foi capacitado para elaboração de roteiro para documentário, operação de câmera, captação de áudio, produção e montagem.
Todos os dias eram exibidos vários curtas capixabas para introduzir a galera na linguagem do audiovisual. Deu-se preferências aos curtas produzidos pelas saudosas Mostras Capixabas de Audiovisual. No quarto dia partimos para a criação do roteiro do grupo, várias ideias surgiram, não faltaram personagens para merecer a atenção das lentes. Mas depois de muito diálogo foi decidido contar sobre o impacto da capoeira em Afonso Cláudio.
A maior parte dos jovens e adolescentes que participaram dessa oficina são moradores do bairro São Vicente, bairro onde estão apresentadas as mais distintas mazelas sociais do município. É acentuada a grande quantidade de pessoas negras que moram nesse bairro e os distanciamento dessas pessoas em relação aos demais bairros.
O grupo de capoeira Bahia Capixaba é bastante talentoso, com a capoeira atraem a atenção de muitas pessoas do município, quebram preconceitos, salvam vidas e fazem arte. Agora encontraram no audiovisual a oportunidade de contar as suas histórias de alegrias e tristezas. Prevaleceu o sentimento de continuar produzindo pequenos vídeos e lançar na rede.
No ultimo final de semana, 20 a 23 de outubro, aconteceu a 2º Mostra Capixaba de Audiovisual Rural no município de Castelo. Quinze municípios, representados por jovens rurais exibiram documentários elaborados em oficinas de audiovisual. Também nessa Mostra foi exibida a ficção ‘A menina da Corrente’, a famosa lenda contada pelos alunos da ADL . Ao final da Mostra apenas quatro produções foram premidas, foram elas: “Sua Terra, Minha Vida”, de Castelo com Melhor Filme pelo Júri Popular; “Saudade da Minha Tropa”, de Afonso Cláudio com Melhor Edição pelo Júri Oficial; “Simplicidade”, de Itaguaçu com Melhor Roteiro pelo Júri Oficial; e “No Tempo de Nona”, de Vargem Alta com Melhor Filme pelo Júri Oficial. Mas informações: http://www.portalyah.com.br//?id=/conteudo/conteudo.php&cd_conte=20331 A ficção ‘A Menina da Corrente’ e ‘Saudade da Minha Tropa’ serão postados nas próximas semanas no blog da ADL.











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